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ViraVida

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ViraVida é apresentado no Congresso Mundial da Infância e Adolescência

26 NOV

“Direito de viver sem violência”. Esse foi um dos temas discutidos durante o 6º Congresso Mundial da Infância e Adolescência, que aconteceu este mês, na cidade de Puebla de Los Ángeles, no México. Na oportunidade, o programa ViraVida foi apresentado como uma tecnologia social exitosa de atendimento a jovens que sofreram violência sexual.

A Conferência, que reuniu representantes de diversos países, marcou o 25º aniversário da Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança – carta magna de proteção à de crianças e adolescentes de todo o mundo – a qual o Brasil é um dos 193 signatários.

Durante o evento, foram discutidas estratégias e uma agenda internacional de enfrentamento aos principais desafios relacionados ao tema da infância e da adolescência atualmente: o direito de viver sem violência, o acesso à internet e o direito à vida familiar.

Antes da apresentação, a metodologia do ViraVida foi submetida e aprovada pelo Comitê Científico do Congresso. O assessor de projetos sociais do Conselho Nacional do SESI, Fernando Luz, explicou que o programa é uma das poucas iniciativas existentes no mundo com foco em vítimas de exploração sexual.

“É importante destacar o papel protagonista da metodologia do ViraVida para atendimento a esse público. O Congresso é um espaço chave para a multiplicação de experiências como essa, pois a violência sexual contra a criança e o adolescente é um problema que não respeita fronteiras”, reforçou.

Para o pedagogo e assessor de projetos sociais do SESI-CN, Romerito Lima – que também participou do evento – o sucesso do congresso está no intercâmbio de experiências. “É fundamental o contato com organizações e coalizões que atuam pela garantia dos direitos de crianças, adolescentes e jovens, bem como a aproximação com as agendas internacionais dos direitos desse público”, disse.

ViraVida gera riquezas e diminui desigualdades
Criado em 2008 pelo Conselho Nacional do SESI, o programa ViraVida está presente em 21 estados brasileiros e já atendeu mais de 5 mil adolescentes e jovens. É uma iniciativa de inclusão socioprodutiva destinada a vítimas de violência sexual, com idade entre 14 e 24 anos. A tecnologia social já foi replicada em El Salvador e está em processo de transferência para a Guatemala, com o apoio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) – órgão do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Em 2012, o Estudo de Avaliação de Impacto Financeiro, Econômico e Social do programa demonstrou que cada R$ 1 investido no resgate da cidadania e na inclusão social dos jovens atendidos pelo programa gera retorno de R$ 1,47 ao ano para a economia do país – uma “rentabilidade social” que, sob o ponto de vista econômico, supera muitas aplicações financeiras, pois proporciona ganhos de 47% ao ano ou de 3,26% ao mês.

26/11/2014 às 12:50:08